José

José era um rapaz inseguro, precisava do que ele chamava de “sinais” para ter certeza de algumas coisas na sua vida. No trabalho, nos amores. José sempre procurava os tais sinais para ver se estava no caminho certo.

Era aquela mensagem no meio da tarde da paquera ou aquele elogio se seu chefe. José acreditava muito nos sinais, achava que sem eles, provavelmente ele estaria fazendo alguma coisa errada, seguindo por um caminho mais tortuoso que deveria. E que obviamente o trem ia dar errado.

Nos amores então, coitado de José, ele nunca sabia se aquele dia sem se falarem era o fim de tudo, ou apenas um dia sem se falarem mesmo.

E a busca pelo amor da sua vida fazia com que ele deixasse escorrer pelos seus dedos outras pessoas, que nunca saberá se poderiam ser o amor da sua vida, exatamente pelo fato de deixar escorrer pelos seus dedos. Acreditava nos sinais e sem que eles viessem ele achava que o lance, por melhor que fosse, estava fadado ao fracasso.

Hoje com 35 anos José está sozinho e segue em busca do amor da sua vida e dos elogios do chefe. E como todos nós, tem dias que chora sozinho na cama.

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